Como começar a ler livros usando o Smartphone

Antes de tudo, gostaria de fazer duas perguntinhas para que esse texto seja o mais produtivo e você não se sinta enganado no final dele.

Primeira pergunta: O seu celular tem uma tela relativamente grande? Mais ou menos 5 polegadas? Se a resposta for "Sim", saiba que leitores digitais como o Kindle têm cerca de 6 polegadas de tela. Quanto mais próximo disso, melhor. Quanto mais quadrada for sua tela, melhor também. Se a resposta for "Não" a todas estas perguntas, considere com carinho a sua resposta para a próxima pergunta.


Segunda pergunta: Você tem alguma dificuldade para ler textos no seu celular? Seja artigos de jornais, textos no Facebook, este texto ou até mesmo longas conversas no Whatsapp. Se a resposta for "sim", então você pode ter dificuldade para ler livros no celular e este texto não vai fazer muita diferença, mas sinta-se a vontade para ler e experimentar as minhas dicas. Se a resposta for "não" e você já se acostumou a ler coisas no celular, vai fundo no texto :)



CONTRAS DOS LIVROS FÍSICOS


Usar livros físicos tem seus prós e seus contras. Para que o texto não fique muito longo, eu vou ser objetivo e falar dos contras, que é o me faz dar preferência, na maioria das vezes, para os apps de leitura.

Peso: mesmo comparados ao peso de um livro de bolso, a maioria dos celulares costumam ser mais leves. Andar com um livro pode ser um peso a mais na sua bolsa, enquanto o celular você provavelmente leva pra todo canto. Não importa se o livro tem 10 ou 2000 páginas, o peso do celular vai ser o mesmo.

Iluminação: se você estiver em um ambiente com pouca luz, como um quarto, terá que acender algum tipo de iluminação para conseguir ler. Se não for uma luz muito bem direcionada, sombras poderão atrapalhar a leitura, obrigando você a mudar de posição para conseguir ler. No celular esse problema não existe, pois os smartphones contam com um display de led. O único problema é que se você for ler no sol, poderá sofrer com reflexos.

Aquisição: no geral, os livros físicos são adquiridos por compras ou empréstimos. O acesso não é imediato. Talvez você se interesse por alguma obra e esta demore alguns dias para estar em suas mãos. E isso, claro, vai exigir tempo e dinheiro. Apesar de livros digitais serem vendidos, você pode ter acesso a diversos títulos de forma gratuita, seja pela pirataria ou adquirindo os que estão em domínio público. Eu gosto bastante de comprar livros físicos, mas nem sempre tenho dinheiro.

Confesso que dos 3 contras o que mais me incomodava era o fator da iluminação. Eu costumo ler durante a noite e tinha que ficar com a luz ligada para poder ler, além de ter que encontrar a melhor posição para a minha própria sombra não atrapalhar a leitura.

FORMATOS DE ARQUIVO


Muitas pessoas ao se interessarem por ler livros no celular (ou computador), costumam usar o formato de arquivo .PDF. Este formato não é recomendado para a leitura em dispositivos digitais. Se você já tentou ler algo neste formato no seu smartphone, provavelmente percebeu que não foi uma experiência muito agradável. Isso se deve ao fato dele não ter sido criado para leitura em dispositivos digitais, e sim para ser impresso. Os textos do meu blog, por exemplo, são feitos exclusivamente para serem lidos digitalmente, pois os textos se ajustam a diversos formatos de tela, seja de computador ou de smartphone. Por isso que você consegue ler notícias e textos nas redes sociais. O principal formato para livros digitais é o .EPUB, pois ele se ajusta a tela do dispositivo que você está usando. Há também o .MOBI, que é usado nos leitores Kindle (e isso inclui o app).

LEITORES


Há vários leitores de e-books, eu só posso falar dos que são para Android pois só tenho acesso a esta plataforma. Após pesquisas, eu posso recomendar dois: Kindle e o eReader Prestígio: Leitor. Eles são bem parecidos, mas são diferentes em muitos aspectos. Se você pretende comprar títulos, o Kindle é a melhor opção. O Prestígio é mais um leitor de arquivos, pois não possui uma loja integrada. O Kindle também possui a opção de ler arquivos, mas ele deve estar no formato .MOBI e deve ser enviado para a  nuvem da sua conta. Você pode converter .EPUB para .MOBI online. Nos dois há a possibilidade de ler os livros na nuvem, ou seja, você envia o arquivo e ele fica armazenado online e se você apagar o arquivo do celular, ele estará seguro. O Kindle usa sua conta da Amazon para armazenar os arquivos. Já o Prestígio, usa sua conta do Google Drive. O Kindle se destaca por ter um dicionário embutido, então, caso tenha dificuldade para entender uma palavra, basta pressioná-la que aparecerá uma pequena janela com o significado dela. Pra quem estuda inglês, há um tradutor que funciona da mesma forma. Nos dois apps há marcadores de textos disponíveis. A principal desvantagem do Prestígio é que se você estiver conectado a internet, ele exibe propagandas, mas só na biblioteca e quando você sai da tela de leitura, nunca durante.


Bibliotecas dos apps, com os temas padrões. Kindle e Prestígio, respectivamente.

AJUSTES PARA UM MELHOR CONFORTO

Caso você não saiba como colocar um arquivo nos aplicativos, pule para o Tutorial.
Há diversas maneiras de melhorar o conforto para a sua visão enquanto lê um livro no seu celular. Dependendo da hora que você quer ler, pode ser que necessite da ajuda de outros aplicativos e configurações. O básico, é configurar o texto ajustando o espaçamento entre linhas e palavras, aumentando e diminuindo as letras e escolhendo uma fonte que te agrade. Se você deseja ler no escuro, a noite, aconselho que use o modo escuro dos aplicativos. Geralmente pode-se escolher entre branco, sépia e preto. Durante a noite, escolha o preto. Deixe o brilho do celular no mínimo. Há aplicativos que diminuem ainda mais o brilho do celular, além de aplicar um filtro de luz azul, como é o caso do Filtro de Luz Azul - Modo Noturno, Dormir Bem (que nome, hein) . Ele me ajuda muito, quase não há luz no meu rosto quando estou lendo a noite. Você pode ajustar o texto do jeito que quiser. Estarei deixando um pequeno tutorial de como configurar isso.




As configurações de texto do Kindle. As do Prestígio são bem parecidas.

TUTORIAL

Passo 1 - Escolher o livro: procure o arquivo do livro que você quiser ler. Um bom site é o LeLivros, mas é melhor pesquisar no Google pelo nome do livro seguido do arquivo. Por exemplo: Frankenstein .EPUB (ou .MOBI). Caso não ache em .MOBI, tente converter de .EPUB para .MOBI

Passo 2 - Colocando o livro no app: no caso do eReader Prestígio, ele faz uma análise nos seus arquivos procurando os que são compatíveis ou os que você selecionar.


O Kindle é um pouco diferente. Depois de ter criado uma conta, você precisa procurar o arquivo do livro em algum gerenciador de arquivos e pressioná-lo, clicar em compartilhar e depois procurar a opção "Enviar para Kindle". Pode não estar exatamente como está na tela do meu celular, mas é tudo bem semelhante. O arquivo será enviado para a sua conta, o que significa que se você quiser apagá-lo do seu celular, você pode.



Passo 3 - Configure o texto: explore as configurações e vá deixando o texto do jeito que você quer ler. Eu costumo deixar do jeito que está na imagem, só aumento um pouco as letras. Caso você sinta um desconforto, o que eu aconselho é aumentar o espaçamento entre as linhas e aumentar as letras. 


As configurações no eReader Prestígio são bem semelhantes às do Kindle, mas o Prestígio traz opções mais avançadas.


Passo 4 - Modo Noite: se você pretende ler no escuro, aconselho que você deixe o brilho do celular no mínimo e use o modo de cor preto. Além disso, baixe o app Filtro de Luz Azul - Modo Noturno, Dormir Bem. Ajuste a opção de escurecimento de tela de acordo com a sua preferência.


A luz no seu rosto enquanto você estiver lendo será bem menor.


Caso você esteja com dificuldades de enxergar, diminua o escurecimento da tela.

COMPRANDO NA LOJA DA AMAZON

Para comprar um livro, basta procurar por ele, clicar em comprar e preencher os dados de pagamento e pronto! O download será iniciado.
Há também a possibilidade de encontrar obras em e-book que ficam temporariamente gratuitas, basta explorar o site da Amazon ou o app.  


Recomendação: caso queira explorar a loja do Kindle, recomendo o livro Invasão Silenciosa, de Caio Rennery. Ele custa R$ 8,00 e é um ótimo livro pra quem gosta de ficção científica com uma pegada apocalíptica. Eu particularmente nunca fui fã de coisas pós-apocalípticas, mas eu adorei esse livro que por acaso foi escrito por um grande amigo meu. 


Então é isso gente! Eu já li 3 livros no celular usando estas dicas e pretendo ler mais. Se vocês têm alguma dúvida que eu não esclareci no texto, não esqueçam de deixar um comentário para que eu possa tentar ajudá-los. Se eu ajudei de alguma forma, compartilhe sua experiência comigo! :) 



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Stardew Valley para Android: um desleixo com a plataforma mobile

14:31 , , 0 Comments

Nota rápida: E aí galeri, vocês estão bem? Eu estou bem, obrigado. Passando aqui no comecinho do texto só para pedir aquela desculpinha por não estar postando tanto. O meu blog se parece muito comigo. Eu mudo, e ele também. Eu gostaria de aumentar o ritmo das postagens, então eu decidi postar com mais frequência, mas não com o mesmo tipo de texto. Os primeiros textos deram um pouquinho de trabalho e isso fez com que eu demorasse muito pra postar. Então, a partir de hoje, eu vou postar com mais frequência, porém, com textos mais rápidos. Claro, não vou deixar de fazer textos como os primeiros. Só vou acrescentar :)

Ah! E nosso podcast já está quase saindo! Já posso adiantar que ele vai estar em várias plataformas, como o Spotify, Google Podcasts, Anchor, entre outros. Então se liguem nas minhas redes para mais informações ;)


 A versão para Android foi lançada em 14 de março de 2019. (Imagem: Divulgação/Chucklefish)

Stardew Valley é um jogo top (inclusive eu já fiz um texto sobre ele e você pode conferir clicando aqui). O simulador agrícola vendeu aproximadamente 5 milhões de cópias, somando todas as plataformas. Conquistou o coração de diversos(as) gamers no mundo todo. Desbancando sucessos no Steam, vendeu 400 mil cópias nos dois primeiros meses de lançamento. É, de fato, um jogo de sucesso.

Ele foi fortemente inspirado pela série Harvest Moon. Esta, por sua vez, conta com a portabilidade da plataforma do Nintendo DSO que provavelmente encantou muito os fãs. Já Stardew Valley atualmente possui uma versão para o Nintendo Switch, que diga-se de passagem: é um grande sucesso, pois representa cerca de 20% das vendas total do game. Mas o Switch não tem muito a acessibilidade de um console portátil: o preço dele é de um console de mesa, e não está errado, pois ele também é isso. Stardew Valley é super leve e roda bem em qualquer coisa (confira os requisitos mínimos da versão para PC). Então, o que muitas pessoas se perguntavam era o porquê de não existir uma versão para Android. Se você não precisa de um PC gamer para jogá-lo, por que precisaria de um console? Há vários ótimos jogos em pixel art que têm sua versão para Android, como Kingdom: New Lands, Knights Of Pen and Paper, Chroma Squad e Dandara. Então, depois de muita insistência, finalmente começaram a portar Stardew Valley para a plataforma mobile.

A expectativa era grande. O que mais me preocupava era se a Chucklefish (responsável pelo game) conseguiria criar controles virtuais bons. Levando em consideração que na maioria das vezes este não é um jogo de ação, FPS, etc., o desafio não era grande. Mas conseguiram deixar desagradável a experiência no game.

Os controles são bons, mas não ter o suporte total para controles físicos chega a ser um desrespeito com as desenvolvedoras de joysticks para Android. Um jogo desse peso e controles simples, devia oferecer pelo menos mapeamento. Alguns usuários relataram problemas de desempenho, algo que nem se houve falar nas outras versões do game. Se você decide continuar um save que começou em outro dispositivo, então se prepare para ter bastante lag na sua fazenda. Outros usuários também relataram que o jogo simplesmente travava depois da noite do 6° dia (que foi rapidamente corrigido). O modo multijogador, algo tão importante pra quem gosta de jogar com os amigos, ainda não existe nesta versão. Alguns usuários acreditam que o modo irá chegar, mas sem uma previsão. Mesmo com todo o tempo de espera, desde os pedidos por uma versão para Android, da confirmação até o lançamento, a experiência que tive foi que é um port inacabado. Vale lembrar que o jogo já tinha sido lançado para IOS, em 24 de outubro de 2018

Usuário relata problemas no game, mesmo após uma atualização de correção de estabilidade, que aconteceu em 15 de março. (Imagem: Reprodução/Google Play)
Usuária relatou um problema que até então eu não conhecia. (Imagem: Reprodução/Google Play)


Algo semelhante aconteceu com Pokémon GO, mas ele é um jogo exclusivo, e não um game finalizado que já tinha ganhado vários prêmios e lucrado milhões em outras plataformas. Eu espero que o jogo seja finalizado o quanto antes para que eu finalmente possa jogá-lo. Custava nada ter lançado um beta antes, não é mesmo?

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Estamos lendo menos?

13:30 , , 0 Comments

No final do mês de outubro de 2018, a varejista de livros Livraria Saraiva anunciou o fechamento de (pasmem) 20 lojas em todo o Brasil. E isso não aconteceu só com esta empresa; a sua principal concorrente, Livraria Cultura, também enfrenta problemas para manter as lojas físicas em pé. Apesar da causa desses problemas estar relacionado ao comércio digital (ou e-commerce), levando em consideração a logística, o presidente da Associação Nacional de Livrarias, Bernardo Gurbanov, em entrevista ao NEXO JORNAL em julho de 2018  atesta que o baixo índice de leitura dos brasileiros ainda é um grande problema.



É evidente que a falta de interesse em livros por parte de nós, brasileiros, pode vir a ser um grande problema uma vez que as empresas dependem justamente de um público leitor para a venda de livros. Mas será mesmo que estamos pouco interessados em livros a ponto de fazermos com que livrarias fechem? 
Acredito que não. Livrarias são um ótimo ambiente para procurar livros novos e até mesmo ler. Muito diferente de procurar um livro pelo computador, digitar os dados do cartão, calcular o frete e efetuar o pedido. Mas o que faz com que as pessoas deixem de ir para estes lugares e adiram à compra por meio digital? Você provavelmente já pensou e com certeza vai concordar comigo: o preço. 

Eu particularmente não tenho dó de gastar muito em livros. O que pode me doer é saber que um livro que eu comprei em uma livraria física tenha sido comprado por duas vezes o preço do de uma livraria digital. E que em uma Black Friday, por um pouco mais, eu poderia ter comprado o box da saga daquele livro. E, acredito que, quanto mais acessível os livros se tornam, mais o público deveria ler, certo? Acredito também que foi isso que fez com que as empresas deixassem de brigar com a Amazon e passassem a aderir aos preços cada vez mais baratos. 

Galera, é sério, parece que eu tô defendendo que os livros devem ser vendidos a preço de banana, mas o que quero dizer é que as livrarias estão finalmente sacando que o preço por elas estabelecido era um pouco abusivo para o público geral. Aqui em Fortaleza, no Ceará, a maioria dessas livrarias ainda ficam em bairros nobres, o que pode justificar os preços mais altos. Já cheguei a comprar O Herói Perdido (da saga Os Heróis do Olimpo) por R$45,00 em uma livraria localizada em um bairro nobre, e o preço normal do livro (fui descobrir depois) era entre R$25,00 - R$30,00, sendo o preço mais barato referente ao preço na internet. 

Mas aqui que entra outra discussão: somos uma nação que lê pouco?
Acho que isso é sim verdade, mas o que realmente deveria importar quando há esse questionamento é: somos uma nação que consome poucas narrativas?
Nesse caso, acho que a resposta é: não. 

A leitura, acredito eu, sempre foi mal apresentada, principalmente para os jovens. Crescemos lendo histórias do nosso folclore e histórias fantásticas mais clássicas como Chapeuzinho Vermelho, crescemos assistindo histórias magníficas na TV (Catalendas é um ótimo exemplo) para chegarmos à adolescência e a leitura ser apresentada pela escola com romances clássicos da literatura brasileira que na maioria das vezes são histórias baseadas num cotidiano ao qual não pertence mais ao jovem contemporâneo, ou seja, nada daquilo que estávamos acostumados, nada fantasioso que atraia a mente infantil/adolescente, que em sua maioria, adora coisas fantasiosas. Não os admira que histórias como as da saga Crepúsculo, cuja narrativa trate de um um romance com vampiros e lobisomens, seja mais atrativo para adolescentes do que os vários livros renomados da Literatura Brasileira? 
Eu tiro pelo meu exemplo: cresci ouvindo e lendo histórias. Adorava criar histórias com meus brinquedos e às vezes na hora de dormir, me via pensando em uma história em que eu era o personagem. Mas a medida que eu ia progredindo na escola, me era apresentado uma literatura que não me despertava interesse e essa era a ideia de literatura que, para mim, foi se concretizando no decorrer dos anos. Resultado: só fui ler o primeiro livro aos 13 anos, depois de ter assistido um filme baseado nele. Ou seja, no meu caso, a literatura só pôde entrar com força na minha vida por meio de outra mídia

Engana-se quem acha que não temos um grande acervo de obras brasileiras que atrairiam os olhares e despertariam o interesse das crianças e adolescentes por Literatura. Apesar de não tê-lo lido ainda, A Rainha do Ignoto, de Emília Freitas, mostra o quão fantástica nossa literatura é. Ou seja, temos as obras, mas não temos o terreno pronto, pois alguém, em alguma época, teve a "brilhante ideia" de apresentar somente literaturas já consagradas aos jovens, que mudam de geração a geração. Imaginem a minha frustração (que creio que compartilhada por alguns de vocês) ao perceber que a literatura que me agradava não era brasileira. Com a globalização, crescemos com a influência de diversas culturas, mas ainda sim a mais forte é a nossa. Só que, infelizmente, quando procuramos alguma coisa que nos atrai para lermos nos livros brasileiros, podemos não encontrar, mas quando pensamos em histórias com dragões, reis e cavaleiros, a literatura estrangeira faz-se muito mais presente. Alguns autores brasileiros usam esse terreno para atrair leitores, como acredito que seja o caso de Raphael Draccon, entre outros. 

Mas isso explica o baixo índice de leitura dos brasileiros? Claro que não, apesar de ser um motivo que contribua bastante pela falta de interesse. Com eu disse anteriormente, a literatura é mal apresentada para nós, durante nosso desenvolvimento. Nós adoramos narrativas e a falta de interesse nos livros não afeta nosso grande interesse por narrativas. Se os livros não nos agradam, procuramos histórias em outras mídias. É evidente que enquanto temos um baixo índice de leitura, nós consumimos séries como se não houvesse amanhã. Eu poderia apresentar dados que provem isso, mas prefiro que você olhe ao seu redor. Eu nunca vi meu irmão lendo um livro, mas sempre o vejo assistindo vários seriados. Também lembro que quando a literatura estava  me afastando dela, eu estava jogando games, que por sua vez, também possuiu narrativas. Sem falar nos animes, que tem um grande público. 

Antes de criticarem crianças e adolescentes que leem livros de youtubers sobre aventuras de Minecraft, saibam que eles estão tendo a oportunidade de serem apresentados a literatura da forma natural que não tivemos. Eles assistem esses tipos de histórias em vídeos e depois leem os livros. O que aconteceu e acontece com maior parte da população brasileira, é que eles são apresentados a histórias durante a infância e quando estão crescendo a literatura é mostrada de uma maneira diferente.

Eu acredito que algum dia nossa literatura seja, de fato, valorizada, mas acho que ainda temos uma longa caminhada pela frente. As escolas precisam resgatar o que há no nosso imenso acervo, além das obras canonizadas por instâncias legitimadoras majoritariamente elitistas, para que os novos autores que estão escrevendo histórias (algumas baseadas no nosso folclore) tenham vez no mercado.




Muito obrigado para vocês que leram até aqui! <3
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