Stardew Valley e o poder da imersão

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Nota: este post não é feito com base em artigos e pesquisas científicas. Duvide de tudo que foi dito. As informações nele contidas podem servir para fins acadêmicos, pois de certa forma se tratam de um relato.

A vida está longe de ser fácil, meus amigos. Para mim, não importa como funciona seu mundo; a nossa experiência, influências e os graus de dificuldade que a nossa perspectiva dá aos problemas, determina como lidamos com eles. A mente de um paraquedista profissional momentos antes de um salto funciona totalmente diferente da de uma pessoa que nunca pulou. Isso provavelmente se deve ao nosso instinto de sobrevivência: quem nunca saltou de paraquedas, ficará muito mais tenso, pois o cérebro ainda estará avaliando os riscos daquela sensação desconhecida. Enquanto isso, o cérebro de um profissional já analisou bem aquela situação e por esse motivo lida bem melhor com ela. Peca bastante quem acha que isso só acontece em situações extremas (como saltar de um avião a metros de altura): estamos frequentemente avaliando riscos e tentando prever situações, faz parte da nossa natureza. Quem nunca viu um ônibus na vida, raramente ficará perto do meio-fio quando um se aproximar. Mas quem cresceu na cidade e está acostumado com tudo, não se preocupa no momento em que um ônibus passa a menos de um metro do seu corpo. 

Isso não acontece apenas enquanto nossa vida está ameaçada, mas também  quando nos sentimos ameaçados: sempre que planejamos algo e pensamos nas chances daquilo dar errado, estamos de certa forma nos protegendo de algo. Cada vez que temos um compromisso com hora marcada, nós procuramos saber onde ocorrerá, que horas e depois nos programamos para ir, pois a frustração de faltá-lo pode nos prejudicar. E é por este motivo que quando estamos atrasados, tendemos a aumentar nossa frequência cardíaca para o nosso corpo trabalhar mais rápido.

Nos cansamos fisicamente todos dias e é por esse motivo que precisamos dormir. O nosso corpo tem uma energia limite por dia, e cabe a nós distribuirmos essa energia com base nas nossas necessidades: se gastarmos toda a energia de uma vez só, teremos dificuldades em fazer outras atividades. Ou quando fazemos um exercício que não estávamos acostumados, tendemos a sentir dores nos músculos que foram trabalhados e isto geralmente acontece no dia seguinte, depois de termos descansado. Mesmo depois de um bom descanso, as dores ainda podem estar presentes nos músculos. O nosso cérebro não funciona diferente: ele é parte do nosso corpo e usa energia para trabalhar, se cansa e dói quando forçamos. Sempre que nossos músculos estão cansados, geralmente descansamos, mas como o cérebro descansa? Acredito que ele diminui a sua frequência de atividade, mas para isso não basta apenas deitar e fechar os olhos. Estamos pensando quase 100% do tempo e coordenar um descanso para nossa mente é essencial para a saúde.

Para um bom descanso, nós precisamos diminuir um pouco a frequência com que nosso cérebro trabalha. Nós temos diversos meios de fazer isso: que significa relaxar a mente ou "desestressar". Ouvimos músicas, assistimos a filmes, lemos, nos divertimos. É o que chamamos de entretenimento ("aquilo que distrai, entretém; distração, divertimento"). Um bom exemplo é vivenciar situações difíceis que uma hora vão se resolver sozinhas, pode ser um alívio para nosso cérebro. 

Como eu disse anteriormente, a vida está longe de ser fácil. Lidamos com muitos problemas durante o dia, querendo nós ou não. Isso sobrecarrega nosso cérebro, logo, nos cansamos. Achar um meio de entretenimento pode ser algo automático em nossas vidas, fazendo parte do nosso cotidiano. Muitas vezes, os meios que temos podem não ser suficientes, pois ainda podemos estar ligados com o que acontece a nossa volta. E é agora que começo a falar sobre o poder da imersão.

É totalmente comum que você não consiga relaxar, se entreter com algo que não goste. Um filme chato por exemplo, vai fazer você ficar pensando em outras coisas. Mas um ótimo filme pra você, vai fazer com que você preste tanto atenção nele que esquecerá qualquer problema e isso tem a ver com imersão. Quando estamos conectados com alguma obra, nós estamos de fato conectados. As informações nela contidas nos são passadas e tendemos a pensar no que está acontecendo na obra e não com o que está acontecendo conosco.  Temporariamente, substituímos os pensamentos que regem a nossa vida pelas informações que a obra nos passa. É por essa razão que acredito que ficamos felizes quando algo de bom acontece em um filme. Estamos conectados. 

Há diversas mídias, e nelas, há diversos níveis de imersão. Temos desde jogos não-digitais como os RPGs a filmes. Eu considero os RPGs como um nível alto de imersão, pelo foco ser no role play (algo como encenação, "faz de conta"). O fato de você se colocar na pele de outra pessoa eleva muito a sua conexão com a obra. Contudo, dependendo do jogo, as coisas podem dar errado, e você acabar enfrentando problemas que não vão deixar o seu cérebro bem relaxado. Isso também acontece em filmes. Por exemplo: uma protagonista (que é quem acompanhamos durante a sessão) se mete em uma situação perigosa que nos aflige, nos deixa tensos, mas que logo depois, tudo dá certo e ela consegue se salvar. Quando ela finalmente respira, e relaxa, nós também fazemos isso (será que é por isso que a maioria dos(as) protagonistas têm o poder de serem praticamente imortais?). Porém, quando estamos no controle da situação, nós temos que agir, temos que pensar, temos que calcular, e isso não é tão relaxante as vezes. Histórias sempre acalmaram a nossa mente. Desde crianças, quando ouvimos alguém contando historinhas para dormimos, a adultos. 

A indústria de jogos tem trabalhado bastante nesse quesito. Jogos sempre entreterão as pessoas, mas para mantê-las jogando por mais tempo, consumindo mais, tiveram que usar a imersão com mais força. Desde jogos de RPG eletrônicos (como os MMORPGs) à jogos FPS (modo campanha ou história) foi-se investido muito em narrativas, mas também em gráficos, que consigo trazem mais realismo. Histórias mais complexas, mais realistas = mais imersão = consumo. Gráficos mais próximos da realidade = mais imersão = mais consumo. Junte os dois e terá um jogo capaz de prender uma pessoa por horas. Claro que isso não é uma fórmula geral para se fazer um bom jogo, e há muitos jogos que provam isso:

Para mim, Stardew Valley é um jogo completo: ele não necessariamente precisa ser uma história onde há um clímax ou de uma narrativa extensa. Depois de criarmos um personagem, já nos sentimos imersos, pois o jogo tenta nos colocar o mais próximo da realidade possível, para que assim, possamos sair dela por um tempo: ao criarmos um personagem baseado em nós, nos inserimos na história. A narrativa de uma vida monótona da cidade pode ser a realidade de muitas pessoas que geralmente trabalham e estudam para mudar de vida. Mesmo que você não seja assim, esta é uma sensação fácil de ser passada para pessoas que vivem na cidade. Mudar de vida é caro, delicado, e exige tempo, mas é ótimo poder ter uma experiência próxima sem precisar disso tudo. A transmissão da sensação de mudança quando nosso personagem decide abandonar tudo e ir viver no campo, faz com que acompanhemos ele e quanto mais jogamos, mais a conexão se fortalece, mais aquele personagem é uma expressão de nós mesmos. 


(Feirinha, um dos eventos do jogo)


Apesar de ser um jogo feito em pixel art (bits) os elementos de imersão estão muito presentes. As tarefas que exercermos não nos causa nenhuma dor de cabeça, o que dá uma sensação de prazer, pois estamos resolvendo problemas, estamos pensando, mas sem muita pressa e sem muita complexidade. O convívio com os NPCs (personagens do próprio jogo que não são pessoas) é bem amigável, apesar de haver alguns não tão simpáticos. Com o passar do tempo, desenvolvemos uma rotina no jogo, pois ele é baseado em dias. Acordamos cedo, assistimos ao telejornal para saber a previsão do tempo, assistimos ao canal do vidente para sabermos como está nossa sorte e vamos trabalhar. Regamos as plantas, colhemos, vamos ao mercado comprar coisas, pescamos, voltamos à noite, vamos a uma taverna, encontramos amigos e depois vamos para casa dormir (algo parecido com a nossa própria rotina?). E isso tudo com uma ótima trilha e efeitos sonoros (como o de pássaros e o som do mar). Sem contar que nunca temos um dia igual ao outro, por mais que sejam parecidos (algo parecido com a nossa própria rotina?²). As vezes coisas imprevistas acontecem e isso é muito legal. Nos programarmos para fazer algo e conseguirmos fazer tudo dar certo, causa uma ótima sensação, diminuindo níveis de ansiedade, acredito eu, pelo menos foi o que senti. Desde uma vida cheia de deveres, até uma sem nenhum, ter aquela sensação de dever cumprido é um pouco difícil. Sem termos boas sensações, nossa saúde mental pode ser prejudicada, e este jogo funciona como um incentivo ao nosso cérebro para produzirmos essas sensações. E é impressionante como a ausência delas acaba nos desmotivando a exercer atividades que em tese gerariam elas, mas como o jogo quebra esse vício que temos de ver a vida de uma maneira ruim, abrimos os olhos para a ela novamente. 



Muito obrigado pra quem leu até o final. Espero ter sido o mais claro possível. Comentem sobre o que acharam. Qualquer crítica ou opinião (principalmente as contrárias) são extremamente bem vindas!

Ah! E se vocês já tiverem tido uma experiência semelhante com outros jogos(ou com qualquer outra mídia de entretenimento) não se esqueçam de compartilhar comigo :) 

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'Get Lucky' e o próximo estágio de evolução da espécie humana



Muitos filmes de ficção científica retratam a vida humana fora da terra. Esse é um conceito que eu gosto bastante e que, consequentemente, está presente nos meus filmes preferidos. A ideia de sair do sistema solar e explorar novos planetas em busca de um capaz de suportar a vida terrestre tem sido um enredo presente em muitas obras e nunca se torna enjoativo, pelo menos não para mim. A ficção científica está sempre de olho no que a ciência diz, principalmente sobre teorias. Pode parecer mais um cenário de filme ou série sci-fi, mas o falecido Stephen Hawking, físico teórico e cosmólogo britânico, um dos mais consagrados cientistas do século, avisou que temos apenas por volta de 100 anos para deixar a Terra. Segundo ele, epidemias, crescimento populacional desordenado, mudanças no clima e colisões com asteroides estão entre as possíveis causas da nossa necessidade em abandonar o planeta.

São discutidos mundos candidatos a abrigar nossa terrível e destruidora espécie. Dentre milhões de planetas que estão em zona habitável no universo, nosso vizinho Marte tem se destacado bastante. Ele não é exatamente o melhor mundo para nos abrigar, mas é, de longe, o mais perto. O planeta vermelho realmente é um ótimo candidato, mas para torná-lo habitável como a Terra, ele precisaria passar por um processo de terraformação. Consideremos que esse processo de fato funcione. Ainda assim, modificar o campo magnético, bem como a atmosfera e topografia de um planeta, é um processo que deve levar muito tempo e como já fomos alertados por Stephen Hawking, talvez não tenhamos esse tempo. As chances não são muito otimistas. Por isso, outras alternativas são consideradas, inclusive a de encontrarmos um planeta extremamente parecido com a Terra. A sonda/telescópio espacial Kepler, procura exoplanetas, que são basicamente planetas que orbitam uma estrela que não seja o sol. É como se procurássemos sistemas solares e seus mundos. Encontramos e podemos encontrar mais planetas em zona habitável, assim como Terra e Marte. 

Imaginemos agora que encontremos um planeta igual a Terra; capaz de abrigar nossa existência. Ainda sim teríamos dois grandes problemas: 


Transporte: se todos nós nos mobilizássemos para sair da Terra, ainda assim teríamos problemas com transporte. Transportar coisas em uma nave seria caro em relação a recursos. Então, uma alternativa seria fazer paradas em alguns planetas e luas, para podermos coletar recursos até chegarmos em nossa nova casa. Mas essa nave teria de ser muito bem projetada, pois serviria de lar por muitas gerações: as pessoas que se mobilizariam para sair da Terra e ir até esse novo planeta não seriam as mesmas que viveriam nele, e sim seus descendentes, pois mesmo que viajássemos na velocidade da luz, demoraríamos 720 anos para chegar em um planeta como esse. Socialmente falando, isso não seria um grande problema, mas teríamos que coletar muitos recursos, como comida e oxigênio, para várias gerações. O que provavelmente seria quase impossível e teríamos que fazer paradas que atrasariam ainda mais a nossa chegada, consumindo mais recursos, e talvez entrássemos em um loop infinito de irmos atrás de recursos para sobreviver, e uma hora talvez, pereceríamos. Há também a criogenia, que consiste em congelar um organismo para revivê-lo tempos depois. Ela é uma boa solução, pois pouparíamos muitos recursos e poderíamos fazer uma viagem mais direta.



Vírus e bactérias: Supondo que tudo desse certo e conseguíssemos chegar bem nesse novo planeta, ainda teríamos que nos preocupar com os organismos que vivem nele. Pois se estamos a procura de um planeta parecido com a Terra, temos de lidar com o fato de existir vida nele, como animais e plantas. O contato com novas espécies poderiam nos trazer doenças, que dificultaria bastante nossa luta pela sobrevivência. Então, antes de um contato, teríamos que estudar aquele planeta e seus organismos para desenvolver vacinas contra vírus e bactérias. Mas esse é o cenário mais otimista, pois poderíamos encontrar doenças que levariam anos para que desenvolvêssemos uma vacina pra ela.

Como eu tentei deixar claro, tratei desses dois problemas com o cenário mais otimista possível. Agora pensem nas chances dessas opções falharem e procurem o motivo por trás disso. 

Pensaram?

Nessa situações, os problemas que são apresentados são os relacionados ao nosso fator biológico. Nossos corpos são fracos e podemos morrer por vários motivos, desde simples até complexos. Muitas pessoas não acreditam na teoria da evolução porque, por exemplo, "o macaco não evolui mais". Mas o que essas pessoas não sabem, é que a evolução não é um processo simples e muitos menos rápido. Há também quem não acredite que estamos evoluindo, mas estamos sim e até rapidamente, mas de uma outra forma. Se olharmos a nossa história registrada, podemos ver diversas evoluções. Não criamos asas para voar como os pássaros, ou será que criamos?




Não criamos nadadeiras e um sistema respiratório subaquático para nadar como os peixes, ou será que criamos?




Esses são alguns exemplos de nossa evolução. Não biológica, mas sim intelectiva. Nossa inteligência está frequentemente evoluindo. Em relação ao nosso corpo, ficamos mais resistentes a doenças, mas a nossa anatomia não mudou nada. Essa parte de nós, a inteligência, fez com que sobrevivêssemos. O que costuma parar gênios(as) da ciência, não são problemas que são difíceis de resolver, mas sim o nosso fator biológico. Uma hora todos morremos, e para que todos os avanços que fizemos durante a vida não se percam, nós compartilharmos com o mundo, para que após a nossa morte, outras pessoas continuem o nosso trabalho. Mas nem sempre quem sucede as ideias consegue compreender e pensar da mesma forma. Por isso que, talvez, tenhamos uma perda na evolução intelectiva quando um(a) gênio(a) morre. 

Nós estamos evoluindo a ponto de criar os primeiros fragmentos de seres pensantes como nós. O campo de estudos de inteligência artificial tem avançado bastante. Como eu já havia dito antes, a nossa capacidade intelectiva, bem como a de evoluí-la, foi o que nos fez chegar onde estamos. Claro que só a capacidade de pensar não fez com que cheguemos até aqui. Os sentidos também tiveram um papel fundamental na nossa busca pelo desconhecido. E isso é uma coisa que, assim como inteligência, nós podemos "simular".

Se um dia, nós -- ou as nossas criações, uma vez que não esperamos que o ser humano tenha esta capacidade, mas que uma máquina tenha -- conseguirmos decodificar o cérebro humano, seremos capazes de digitalizar a mente humana e torná-la livre do fator biológico. Acredito que não seríamos simplesmente "robôs", mas sim humanos sem algumas limitações. Uma evolução na espécie. E é disso que eu acho que a música Get Lucky, de Daft Punk, fala.

Antes de mais nada, gostaria de dizer que acredito que não haja interpretações 100% certas sobre diversas obras. Como também acho que se alguma interpretação faz sentido, então ela não deve ser descartada. Não há somente uma certa. Então, antes que ache que eu viajei demais, considere isso.

Eu usarei a tradução da letra para melhor compreensão de todos, mas vez ou outra citarei a letra original se necessário for. Tente ler o texto ouvindo a música com a letra. 


"Como a lenda da Fênix

Tudo termina com começos"


A maioria das pessoas conhecem a lenda da Fênix. Basicamente, na mitologia grega, é um grande pássaro que quando morre, renasce das próprias cinzas. "Tudo termina com começos": como falei, acho que teremos uma grande evolução, mas que para isso teríamos de deixar de lado nossa parte biológica, ou seja, algo vai terminar, deixar de existir, mas que renasceremos com um novo começo. 


"O que mantém o mundo girando

A força do começo"


Na primeira frase, acho que não estão se referindo a força gravitacional, etc. Ela é bem subjetiva. Acho que é uma linguagem mais figurativa, como "o que faz a natureza funcionar". A própria evolução nos prova que é a forma com que as espécies se sustentam na natureza, se adaptando. Sem ela a natureza não iria se sustentar. Já na segunda frase, "A força do começo", que também é traduzida como "A força primordial", acho que dá outro exemplo do que é a evolução. Ela proporciona começos para as novas espécies.

Na primeira parte ele fala sobre recomeço, já na segunda ele fala sobre evolução. Uma recomeço com uma evolução. 


"Chegamos longe demais

Para deixarmos de ser quem somos"


Dentre todas as espécies da Terra, a Homo sapiens foi a única que conseguiu chegar onde estamos. Dominamos o planeta. Evoluímos nossa capacidade intelectiva a ponto de conseguirmos explorar novos mundos. Fomos longe demais para perecermos caso a extinção bata à nossa porta. Fomos longe demais para deixarmos de existir.

Há também outra interpretação minha sobre essa parte, que diz a respeito de explorações. É evidente que somos exploradores. Somos curiosos, gostamos de descobrir as coisas. Achamos um meio de nos estabilizar em um lugar e após um tempo procuramos novas terras, por muitas vezes, sem necessidade. Construímos embarcações para podermos explorar os mares, e hoje construímos sondas e foguetes para explorar o espaço. Chegamos longe demais, para deixarmos de ser quem somos: exploradores. 


"Então vamos elevar o nível

E erguer nossos copos às estrelas"


Vamos subir um nível na escala evolutiva. A segunda frase pode ter dois significados: "our cups to the stars", em inglês, há muitos significados, mas, em todos os sites de tradução que olhei, eles traduziram como "erguer nossos copos até as estrelas". "Até" é diferente de "Para". "Até" pode significar que iremos até as estrelas, que popularmente chamamos qualquer corpo celeste. Já "Para", pode significar que só apontaríamos nossos copos para elas. 

Essa parte, pra mim, fala que para irmos até às estrelas teríamos que evoluir, e isso é dito de uma forma otimista e motivadora, como se não encontrássemos nenhuma solução a não ser essa e estivéssemos apreensivos. 


"Ela fica acordada a noite toda, até o sol raiar

Eu fico acordado a noite toda para conseguir algo

Ela fica acordada a noite toda para se divertir

Eu fico acordado a noite toda para me dar bem

Ficamos acordados a noite toda, até o sol raiar

Ficamos acordados a noite toda para conseguirmos algo

Ficamos acordados a noite toda para nos divertirmos

Ficamos acordados a noite toda para nos darmos bem"


Como essa parte é o refrão, acho normal que fuja um pouco do que falava antes. Há duas interpretações minhas que se encaixam no contexto apresentado anteriormente. Então vou ordená-las, mas elas conversam entre si, então acho que não descartaria alguma.

1. Essa interpretação eu já tinha quando escutei a música pela primeira vez. Ela basicamente fala sobre sexo e sobre o que fazemos para conseguirmos ele. Get lucky(ter/conseguir sorte) significa "se dar bem"; conseguir sexo com alguém em inglês. O sexo para nossa espécie é essencial para conseguirmos evoluir e próspera-la. É algo natural, pois é assim que nos reproduzimos e damos continuidade a nossa espécie.

2. Dentro desse mesmo contexto, para mim, get lucky também pode significar evolução. Ter sorte, na natureza, pode significar encontrar um ambiente propício que possibilite a evolução da espécie. Sem uma epidemia que a mate ou sem um grande predador. Dito isso, contrariando um pouco a outra interpretação, "ficar acordados a tarde" pode significar esforço, uma vez que essa é uma prática que muitos estudantes usam quando precisam estudar para uma prova, por exemplo (não que seja saudável). "Ficamos acordados até tarde para termos sorte". Nós estudamos e trabalhamos muito para evitar nossa extinção. E fazemos isso para termos a sorte de sobreviver e evoluir mais uma vez.


"O presente não tem laço

Sua dádiva continua a ser dada"


Aqui, basicamente, ele diz que nós podemos mudar o futuro, pois o presente não tem laço com ele. Então, mesmo que nossa extinção seja anunciada, temos como mudar. E isso é dito de uma forma otimista e motivadora. 


"O que é isto que estou sentindo?

Se quiser partir, eu topo"


Nesses trechos, acho que ele fala sobre sexo mais uma vez e como ele é natural, quando diz "O que é isto que estou sentindo?". A força que move a espécie. Com "Se quiser partir, eu topo" acho que ele fala em como acompanhamos alguém quando queremos fazer sexo ele(a), seja por um noite, seja pela vida toda.

Após o refrão, Pharrell para de cantar e a voz marcante robótica do grupo começa. Mas, no começo ela só diz "We're up all night to get..."("Ficamos acordados a noite toda para...") repetidamente, até outra voz robótica completar com "back together"("voltarmos juntos"). "We're up all night to back together"("Ficamos acordados a noite toda para voltarmos juntos") pode se referir a relação de homem-máquina, inteligência artificial, como eu havia dito. Ficamos acordados até tarde, nós e as máquinas, trabalhando incessantemente, para superarmos a extinção e voltarmos das cinzas como a fênix, só que renascendo junto às máquinas. E note que isso é dito por uma voz robótica após uma voz humana cantar a maior parte da música. E claro, após isso, o refrão dizendo que fomos longe demais para deixar de ser quem somos é cantado, mais uma vez otimista e motivador, enquanto os robôs continuam cantando.

Sei que minha interpretação é bem viajada, e ela é pra ser mesmo, pois nada fica explícito nessa música. No mais, desconfie de uma música que fala sobre sexo feita por robôs. 

Agradecimentos ao canal Ciência Todo Dia por ter feito vídeos que facilitam o entendimento e a introdução de algumas questões que abordei no início do texto. Também ao canal Nerdologia por vídeos do mesmo tipo. E também à minha parceira, Letícia Sena, por ter me ouvido quando tive essa ideia e ter me ajudado com a edição do texto.

Muito obrigado pra quem leu até aqui! Fiquem à vontade para expor suas opiniões e comentar sobre o texto!

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Seja bem vindo(a)!

14:42 8 Comments

Este é um blog totalmente pessoal. Eu gosto de falar sobre filmes, séries, jogos, livros e tecnologia, e vejo nesse blog uma forma de concretizar aquilo que falo sobre essas coisas. Sempre que possível farei críticas, resenhas, análises, darei dicas sobre diversas coisas e por aí vai. Não vou dizer o que vou fazer ou não, pois como disse, este blog é totalmente pessoal, então será normal que vez ou outra eu acrescente algo a mais para falar.
Meu nome é Johnnie, nasci em 10 de novembro de 1999(penúltimo mês do milênio hehe). Em Fortaleza, Ceará. Desde de criança sempre fui apaixonado por tecnologia e tudo que faz com que nosso pequeno mundo pareça cada vez maior aos meus olhos. Para fazer jus ao nome do blog, vou ser bem breve sobre meus gostos. Não costumo dizer que tenho algum jogo favorito, mas se posso citar “jogos que fazem parte de mim”, com certeza citaria: Pokémon Fire Red/Leaf Green, Skyrim 5 The Elder Scrolls V: Skyrim, Overwatch e Dota 2(vivemos uma relação de amor e ódio). Sobre filmes, vejo em Círculo de Fogo, Star Wars, O Senhor dos Aneis, Her e Interestellar, ótimos representantes de meu gosto por filmes. Sobre séries, Game Of Torones Thrones, Stranger Finks Things e Supernatural são séries que acompanho e gosto bastante. Incluindo um pouco no âmbito das séries, posso citar animes que considero os meus preferidos. Estão entre eles: Shingeki no Kyojin(Attack on Titan), Fullmetal Alchemist, Pokémon(esse marcou muito minha vida de modo que eu não estaria escrevendo isso se não fosse esse anime) e Dragon Ball(todos, e sim, até o GT, pros haters), apesar de não estar acompanhando DBS. Quando falo em livro, penso em literatura no geral, então, leio desde livros que promovem sempre uma reflexão que é o caso de O Mundo Assombrado pelos Demônios(Carl Sagan), até quadrinhos, em especial de Os Vingadores. Apesar de não ter lido muitas sagas, Percy Jackson foi a saga que me introduziu na literatura e fez com que eu tivesse o hábito de ler. Ultimamente tenho me interessado por ciência, depois de ter começado a assistir a série Cosmos, mas me considero apenas um admirador. Óbvio que eu gostaria de falar muito mais sobre mim, mas esse texto ficaria gigante e vocês me conhecerão melhor lendo o blog no futuro. Bom, agora que sabem um pouco sobre mim, posso falar um pouco sobre os projetos que tenho para o blog.

Farei desse blog muito versátil. É sério, você poderá voltar aqui porque leu uma matéria sobre Hearthstone, e encontrar aqui matérias do tipo “A reflexão sobre humanidade proposta em Her”, ou “Como comprar um Nintendo DS por menos de 150 reais”. Contrariando o “blog pessoal”, pode ser comum que, vez ou outra, eu convide algum(a) amigo(a) para falar sobre determinado assunto comigo. Também tenho um projeto de fazer um podcast do blog. O primeiro nome que me veio a mente foi “PODNOCAST”. Além de ter matérias sobre determinados assuntos no blog, também penso em fazer esse podcast conversando com outras pessoas sobre esses assuntos, de forma natural e espontânea. O nome “PODNOCAST” me veio à mente quando pensei em criar um podcast que não tivesse muitas regras — como eu disse, algo bem espontâneo e natural —, então a ideia seria como “essa discussão podnocast(pode no cast)”.


É isso pessoal. Não sei se o texto ficou claro, então qualquer dúvida postem aí nos comentários que terei o maior prazer em responder. Aguardem que nos próximos dias começarei a postar. Obrigado!

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